O 'comic relief' é aquele personagem da estória
que está lá só pra quebrar a seriedade, uma pitada de humor em
meio ao suspense ou à ação ou à aventura. Um contraponto da
seriedade; inoportunamente desleixado, inspirado nas respostas
rápidas, magistralmente sarcástico, cínico ao extremo,
perfeitamente imbecil, com enorme capacidade de fazer tudo
errado.
Tudo nesse site é de
autoria de Felipe Bastos exceto as partes que num foi ele quem fez.
Copie a vontade, internet é pra isso. E fodam-se os
direitos autorais.
"There
is a theory which states that if ever anyone discovers exactly
what the Universe is for and why it is here it will instantly
disappear and be replaced by something even more bizarre and
inexplicable.
There
is another theory wich states that this has already happened."
-
Douglas
Adams (1952-2001)
in
"The Hitchhiker's Guide To The Galaxy"
f
b
m
m
Felipe Bastos é:
the
comic relief...
Domingo, Abril 06, 2003
PERDEU PLAYBOY.
O que mais me irrita, é a abordagem. Nas duas palavras do título, um tratado sociológico. Não é só uma ofensa, como xingar a mãe do juiz ou do cara que te fecha no trânsito. Não, é jogar na sua cara toda a culpa por sabe-se-lá-quantos-anos de má distribuição de renda, miséria, êxodo rural. Só porque você tem uma vida melhor, em algum nível. Não é só o seu dinheiro que levam, levam também suas convicções de ser uma pessoa consciente, justa (na medida do possível, pra que posar de bastião da virtude?). É te pôr no mesmo saco que os políticos corruptos, os Silveirinhas, os Lalaus. Você pode muito bem ter acabado de sair da reunião de uma rádio comunitária, em que foi discutido como fazer dela um meio de inclusão social. Não faz diferença, você é o que é pra ele: o playboy, o cara que está bem pra ele estar mal. O mundo é uma gangorra.
É quase como se ele estivesse fazendo o favor de te acordar pra vida. Não está te assaltando por ele mesmo, é por outros, age em nome de Comandos Vermelhos ou Terceiros. Como se isso o redimisse, desse uma causa nobre aquilo. Não se combate exclusão social com uma nove milímetros apontada pra estudantes, e Robin Hood ia direto nos políticos corruptos. Continuem a me assaltar (agora não tem mais nada mesmo), mas parem com as lições de moral.
Vamos lá, o lado positivo da coisa: estou bem, fisicamente ao menos. A sensação de insegurança? Passa, ou sou obrigado a contornar. Não posso parar toda minha vida só porque foram duas em menos de um mês, no lugar por onde passo todo dia no mesmo horário. Não posso parar de viver. Isso é claro até um deles discordar e resolver puxar a porra do gatilho. E aí? Comoção nos jornais, passeatas pela paz, aumento do policiamento no trecho durante algumas semanas... E depois? De volta à mesma merda. Briguinhas políticas, roubalheira desenfreada e a gente desviando das balas perdidas, até que acertam alguém, e a imprensa ganha uma nova Gabriela. Uma hora a classe média vai ter que parar de fornecer os mártires. Porque se não se pode vencê-los...
...
E o blog ia terminar com um último post falando sobre como foi legal escrevê-lo durante um ano, mas achei que isso era mais pertinente. Adorei escrever aqui esse tempo, e quem sabe volto um dia em outro espaço. Obrigado por se darem ao trabalho de escutar.
15:12
Segunda-feira, Março 10, 2003
Tomando vergonha na cara...
Pois é, é isso aí. Tá na hora do vai ou racha, do dá ou desce (ops....). Falando sério, esse blog tá meia bomba, já tava antes do meu omputador quebrar (vide uns três posts atrás).
Bom, acabou essa desculpa, né? Aliás, acabou antes do Carnaval. Mas bom, eu não parei em casa mesmo então beleza, tô perdoado (ao menos por mim mesmo... auto-indulgência?). Enfim, agora eu tenho que ou voltar a escrever aqui ou ao menos pensar em uma despedida decente.
É, por que não dá pra se despedir com qualquer coisa... Não não não, o último post tem que ser o post. daqueles pra lembrar. Até porque, ia ser a primeira coisa a aparecer na página pra sempre, olha a responsabilidade...
sei não, é pressão demais pra mim... Acho que vou continuar só pelo medo de não terminar bem.
(Pode-se dizer que tenho medo do fim. Mas não de piadas horríveis como essa, putz que coisa péssima...)
Sabe o meu programa de rádio? Pois é, voltou. A reestréia é só dia 10/3, mas já dá pra saber algumas novidades pelo site (em construção, peguem leve...)
Tá, não sei o que aconteceu por aqui, mas acho que já resolvi (bom, se você tá lendo isso, é porque resolvi, dã...) Enfim, sei que chego de viagem e dou de cara com meu blog totalmente esculhambado, e não mexo no template dele desde antes do meu computador pifar. Felizmente, tinha um backup aqui da última vez que mexi nele, ufa. Mas se alguém puder me dizer desde quando tava assim, seria muito legal.
...
Saudades de você, sabia? Você sabe quem você é. (E provavelmente só vai ver isso beeeem depois de eu te falar pessoalmente, mas e daí?)
Não sei se alguém vai concordar comigo, mas eu sou um defensor do direito inalienável de fazer piadas, observações maldosas e comentários escrotos em geral sobre ex-namoradas (ou ex-amantes, mulheres, amigos, etc.) Todo mundo merece falar mal de alguém, só pra exercitar. É bom tripudiar em cima de quem te deixou/fez/faz/deixa mal. É extremamente imbecil? É, e daí? Faz bem, e não machuca ninguém (bom, não se você fizer direito, isto é, fzer as piadas para pessoas que não andam com o alvo das piadas.)
Por que isso tudo? É que minhas amigas andam cismando de reclamar que eu sou muito escroto e que não tenho que ficar fazendo isso, que é muito infantil da minha parte, e bláblábláblá... Porra, não posso nem ao menos falar mal de quem foi escroto comigo ( no caso em questão, escrota, e a níveis estratosféricos)?
...
Esse é o grande problema do meu exílio. Tenho que fazer posts como esse, com um assunto que não seja de momento. Tantas coisas que queria ter comentado. Bons assunto que renderiam piadas (muito infames, e na maioria dos casos vocês ganharam em não lê-las). Queria ter falado da campanha pelo uso da camisinha com Sandy Leah e Durvalzinho, que eu li (finalmente) O "Apanhador No Campo de Centeio" (na praia, e ao lado minha irmã lia a Capricho...), que adorei o "Houve Uma Vez Dois Verões" (a cara de "não-entendi-a-proposta" na hora que a menina pergunta se ele quer perder a virgindade é perfeita. Sei porque já fiz igual), queria fazer piadinhas com a explosão da Columbia (maldade, eu sei, e provavelmente alguém já deve tr pensado na piada que logo me veio à cabeça, sobre como foi que reconheceram determinado pedaço da anatomia do astronauta israelense.). Coisas desse calibre, e outras que já esqueci.
E, pra quem não sabe, não, não morri. Tô só sem computador, por tempo indeterminado, e odiando cada minuto disso.
E ainda tô morrendo de saudades de alguém.
E essa drogda desse ICQ2Go nunca funciona por mais de dois minutos sem cair. Isso naturalmente depois de passar quarenta minutos tentando conectar. Saco.
Uma historinha: era uma vez um menino que tinha um blog. Ele adorava o blog dele. Vivia mudando as cores, colocando links novos, banners e tudo mais. Escrevia posts com até uma certa frequência. Às vezes relaxava um pouco, mas logo retomava com a corda toda, escrevendo até sobre os resultados de pesquisas pro trabalho da faculdade.
Aí um dia o computador do menino pifou e ele não tem a mínima idéia agora de quando diabos eu vou poder voltar a escrever aqui direito que merda putaquepariuAAAAAAAAAHHHHH.
Sacaram?
Dou notícias, deixem suas condolências pela minha finada (aparentemente dessa vez é de vez) lata velha no Fale Bobagem!, ok?
Coisas que cê descobre sem querer fazendo dúzias de trabalhos ao mesmo tempo, um deles sobre Mondrian. De Stijl era o nome do movimento (e anteriormente da revista) encabeçado por ele que influenciou demais a arquitetura e o design (a Bauhaus -a escola alemã de arquitetura e design, não a banda - por exemplo). Pelo visto, influenciou Jack e Meg também. Ao menos nas roupas... Dava pra falar bem mais sobre isso, mas minha tendência ao pedantismo tem de ser inibida.
As dúzias de trabalhos explicam também o marasmo que predomina por essas bandas, né? Mas pode deixar meus fãs, depois dessa semana já alivia bastante...
Como amanhã cedinho viajo, esse é o último post do ano. Mas calma, eu volto. Dia 5, é a expectativa inicial. Mas se tratando de uma viagem em cima da hora pra um lugar que ninguém conhece direito, nunca se sabe. Tenho aula dia 6. Como se eu ligasse pra isso...
Enfim, esse é o último post do ano... E daí? Nada de revisionismo, retrospectivas e listas. Mais porque eu não consegui pensar em nenhuma do que por vontade de ir contra isso na verdade. É, eu confesso, eu queria ter um "último post do ano" foda (como eu sei que a Fê e a Gabi vão ter, mesmo que não o tenham escrito ainda. Podem ir sem medo, eu assino embaixo do que as meninas disserem...). Digressiono, as usual.
Vá lá, vamos quebrar o que eu disse um parágrafo atrás. Revisionismo sim! Mas, sem cair em balanços da vida pessoal (que eu vou fazer na noite do dia 31 abraçado a alguns amigos e garrafas, provavelmente...). Um balanço do blog, pois então.
As Besteiras Velhas ali do lado não mentem. O Comic Relief ainda não tem um ano. Nasceu a 31 de Março. Mesmo assim, não ter acabado até hoje já é muito. Considerando-se o número de mudanças de - vá lá - linha editorial disso aqui,acho incrível que tenha conseguido manter os leitores iniciais (todos os três) e ainda angrariando novos. É, pois é, tem gosto pra tudo. Outra abodagem do fato: meus amigos gostam de mim o bastante pra lerem as besteiras que eu escrevo mal e porcamente por aqui. Uma outra abordagem é que eu tenho alguns momentos bons. Cês escolhem, eu tô só levantando hipóteses.
Mudanças de estilo foram várias. De diariozinho chinfrim a cobertura da Copa de vigésima terceira categoria, escrevi de tudo um pouco. E também com variados estilos, expressões, estrangeirismos, estrangeirismos em itálico, tentativas de gírias... No meio dessa salada toda, acho que no final desses sete meses eu posso dizer que esse blog tem a minha cara, e não só por causa das fotos.
Sei lá. Gostei disso. Ainda não faço a menor idéia de porque comecei a escrevê-lo, mas sabem de uma coisa? Foda-se. Vou continuar. Talvez eu não escreva com tanta frequência ou tão bem quanto alguns por aí. Ou não faça piadas tão engraçadas nem comentários tão relevantes nem análises tão precisas como tantos outros. Mas, acho que é válido. Eu não tenho a menor pretensão de ficar famoso e/ou respeitado pelas babaquices que escrevo aqui. E daí?
O Comic Relief nunca é o personagem principal, mas sempre aparece...
É, isso aí foi um longo, excessivamente detalhista e provavelmente estruturalmente imperfeito último post do ano. Podem deixar, não vai melhorar muito ano que vem não.
FELIZ 2003!
P.s.: Falando em resoluções de ano novo. Antes que me perguntem, sigo fiel a que tomei no ano passado: Não tomar mais resoluções de ano novo.
20:12
Sábado, Dezembro 28, 2002
Fazia nuito tempo que eu não mexia no design, né?
E aí, gostaram? É o Comic Relief 2003, agora mais laranja e azul que nunca. Também pus links novos, pra blogs que já eram pra estar ali faz algum tempo. Kazinha e Bia, eu disse que ia botar, eventualmente. E pus também link pro Mundo Perfeito, que é ótimo...
Agora vão visitar os links novos, eu não tenho nada...
Eu adoro o ICQ. É prático, me mantém em contato com gente que tá longe e me fez conhecer pessoas muito legais que talvez eu não viesse a conhecer. Mas também dá margem a esse tipo de coisa:
A Guy: Hi.
the comic relief: hi... who is that?
A Guy: John.
the comic relief: hi John.
A Guy: What's ur name?
the comic relief: Felipe.
A Guy: U like men Felipe?
the comic relief: no.
A Guy: What if I pretend to be a woman?
the comic relief: you could pretend to be a dog...
A Guy: Wow, wow.
User sucessfully added to your Ignore List.
Eu sou péssimo no telefone. Uns dizem que sou irritantemente lacônico, outros que sou um monossilábico crônico. (Ih, rimô...) Mas não sou assim pessoalmente, nem sou assim escrevendo (seja aqui ou em qualquer lugar). Sei lá...
Só tô escrevendo isso aqui porque talvez cê não tenha percebido devido a essa minha inaptidão total no telefone (mais ainda do celular dos outros e com a ligação caindo) que eu quero mesmo falar contigo. É.
Cê sabe quem cê é.
Eu quase apaguei esse post mas lembrei de um ditado que dizia, com bastante propriedade: foda-se, a vida é curta.
Pois é, eu tive que começar a fazer natação depois da aula pra me lembrar de uma coisa.
Aliás, quem quiser ter essa visão maravilhosa que sou eu numa sunga, aparece lá na piscina do campus da Praia Vermelha, de terça à quinta, por volta das 19hs. Meninas, levem o babador. Rapazes também. Calma, não mudei de time. A professora é um espetáculo... Ops, tergiversei...
Como dizia, precisei recomeçar a fazer natação pra lembrar de uma coisa:
Eu detesto fazer natação.
Se bem que o pólo aquático aula passada foi divertido, porradas no piercing a parte.
O ESCOCÊS DO S-20
As pessoas da minha sala não acreditaram quando eu disse (lá no nosso blog) que segunda ia pra aula de kilt e terno...
Pois é, mas eu fui. De ônibus inclusive, da Barra até lá (o que explica o título). Divertidíssima cara da trocadora. Divertidíssimos os comentários na faculdade. Divertidíssimo pular corda segurando a barra da saia (de homem, tá?). Divertidíssimo ouvir um veterano daqueles antigaços, sexto período pra cima, responder a outra, do terceiro que disse "ai que ridículo isso, só quer aparecer": "Ah, ele tá é certo. Finalmente alguém legal que entra nessa faculdade". Divertidíssimo, enfim.
E, respondendo aos que pensam como ela, eu só quero aparecer mesmo, alguém tem algum problema com isso?
Ah, antes que peçam. Murphy impera: ninguém tinha uma máquina fotográfica. Quem viu, viu. Quem não viu espera até a próxima festa a fantasia.
Nada a declarar. Não muito, ao menos. Tive um daqueles meus ápices de ironia e acidez por esses dias, mas não aproveitei muito. Não escrevi as frases lapidares que disse (modéstia?), e o pouco que escrevi... Bom, praticamente só escrevi mesmo foi uma resposta divertida no blog da minha turma.
Depois do ápice de ironia, vieram só idéias estapafúrdias. Por exemplo? A Festa de Calouros da ECO tava marcada pra esse sábado. Mas não rolou. Era a fantasia, eu era um dos djs. Enfim, tava bastante animado. Mas não rolou. A idéia estapafúrdia? "Aí gente já que não vai mais ter festa, 'bora vir geral fantasiado segunda?"
E teve gente que levou a sério, além de mim. Quero ver a cara dos seguranças do meu condomínio quando eu sair de casa de kilt amanhã.
É. Por hoje chega, né?
A Clara não vai ver isso, mas parabéns. Diria mais, mas falo pessoalmente...